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Exposição de Fotografia · Festival Impacto 2026

The Invisible Price Tag

Texto curatorial

No Festival Impacto, a fotografia é entendida como uma forma de pensamento: um território onde o acto de ver pode interromper a automatização do olhar e abrir espaço à pergunta. The Invisible Price Tag parte precisamente dessa tensão entre aquilo que vemos e aquilo que permanece fora do enquadramento. O preço de um objecto raramente termina na etiqueta. Por detrás dele podem existir territórios transformados, recursos extraídos, trabalho invisível, desigualdades, relações de poder ou consequências que não reconhecemos no momento da escolha.

A exposição reúne imagens que procuram tornar visíveis essas camadas e devolver espessura a realidades que o discurso económico tende a simplificar. Não se trata, porém, de ilustrar uma ideia única de consumo ou de construir uma narrativa fechada. As obras convocam diferentes dimensões do preço invisível, social, ambiental, humano, cultural e político, criando entre si relações, contrastes e possibilidades de leitura. É nessa diversidade que a exposição encontra a sua unidade: na capacidade de deslocar o olhar e revelar que aquilo que parece imediato tem quase sempre uma história anterior.

Mais do que oferecer respostas, The Invisible Price Tag propõe uma experiência de atenção. Um convite a permanecer diante da imagem tempo suficiente para que surja aquilo que não estava imediatamente visível. A pergunta que permanece depois da imagem é, talvez, o verdadeiro lugar desta exposição.

Agradecimentos

Aos artistas e autores que aceitaram responder à pergunta e partilhar o seu olhar.

Aos jurados, pelo tempo, pela atenção e pelas diferentes perspectivas que trouxeram a este processo.

À Caixa de Crédito Agrícola de Torres Vedras, mecenas desta iniciativa, pelo apoio à criação deste espaço de encontro entre imagem, pensamento e público.

Obrigada por fazerem parte desta pergunta.

Prémio Festival Impacto 2026

EXILE

Atabak Bakhshur

EXILE — Atabak Bakhshur (fotografia 1)
EXILE — Atabak Bakhshur (fotografia 2)
EXILE — Atabak Bakhshur (fotografia 3)
EXILE — Atabak Bakhshur (fotografia 4)
EXILE — Atabak Bakhshur (fotografia 5)

Declaração do artista

Esta série fotográfica explora a perda de identidade e de raízes através da tragédia do Lago Urmia, no Irão. Outrora um corpo de água vibrante, é hoje um silencioso deserto branco. Através de imagens a preto e branco, de forte contraste, o projecto acompanha pessoas que percorrem as extensões de sal como sombras, habitantes locais que se tornaram, lentamente, estranhos na sua própria terra natal.

É uma narrativa silenciosa sobre a forma como perder a nossa terra significa perder também a própria base daquilo que somos.

Leitura curatorial

O Lago Urmia já não está lá. No seu lugar existe agora uma imensa extensão de sal. Mas o território não surge apenas como uma paisagem em perda. Continua a ser percorrido por pessoas que regressam a esse lugar, quase como numa peregrinação. Há qualquer coisa de profundamente humano nessa presença: perante aquilo que desapareceu, continuamos a ir, a olhar, a procurar compreender. E é precisamente através desse encontro entre a paisagem e a presença humana que a fotografia encontra a sua força.

A série não procura explicar ou ilustrar uma catástrofe. Obriga-nos a parar e olhar. O preço invisível deixa então de ser um conceito abstracto e torna-se território: um lago que desapareceu, um ecossistema perdido e uma paisagem que carrega as marcas das decisões humanas.

É nessa capacidade de transformar o olhar em consciência, sem fechar a pergunta, que encontro a força desta obra. Não nos diz o que pensar. Dá-nos tempo para olhar e deixa-nos perante aquilo que já não está.

Menção Honrosa Festival Impacto 2026

MANDELA – Pilot of the Winds

Crystalle Bobbe (instalação) · Wolfgang Wigands (fotografia)

MANDELA – Pilot of the Winds — Crystalle Bobbe e Wolfgang Wigands

Declaração da artista

Os objectos voadores transformam-se em seres que executam a sua dança ao sabor dos ventos ascendentes, personificando a vulnerabilidade de todas as almas destruídas pela guerra. Um apelo artístico à paz.

Perante a actual situação política, o tema da guerra voltou a estar omnipresente. O resultado é sempre o mesmo: pessoas feridas, pessoas mortas. Mas o que acontece àqueles que sobrevivem? Nunca mais serão os mesmos. Traumatizados, física e mentalmente afectados, interiormente mortos, mal conseguindo existir, com as suas almas feridas, poderão algum dia regressar a uma vida normal? Este horror indizível da guerra acompanha-nos a todos.

Diz-se que, quando a alma levanta voo, a pessoa dança. Que esta dança seja um apelo à paz, um voo terno de almas que recordam a luz.

Nota do Festival

MANDELA – Pilot of the Winds é uma instalação audiovisual poética concebida como uma encenação de "corpos de alma". A fotografia apresentada nesta exposição resulta de um momento dessa instalação.

Leitura curatorial

Nesta imagem, permanecem os objectos, os sinais de uma presença, mas faltam aqueles que lhes davam sentido. É nessa tensão entre o que permanece e o que foi perdido que a fotografia encontra a sua força. A ausência deixa de ser vazio e torna-se testemunho.

Uma matéria parece carregar aquilo que a imagem não pode mostrar: vidas interrompidas, deslocações, memórias, futuros que deixaram de acontecer. O que vemos é mínimo; aquilo que somos levados a imaginar é imenso.

A fotografia encontra a sua força precisamente por não procurar representar a violência directamente, mas dar forma àquilo que a violência deixa para trás. E é aí que estabelece uma relação pertinente com The Invisible Price Tag: os conflitos têm custos que não cabem numa contabilidade.

Menção Honrosa Festival Impacto 2026

I Have

Yael Seggev

I Have — Yael Seggev

Declaração da artista

O projecto começou com a frase familiar "Li e aceito os termos e condições". Esta frase, que todos os utilizadores de serviços online assinam repetidamente sem pensar, é para mim uma fonte constante de irritação, lembrando-me da nossa relação com o mundo empresarial. Na verdade, somos obrigados a mentir sempre que a assinamos, pois ambas as partes sabem que é praticamente impossível ler cada um dos documentos que estão por detrás destas palavras.

Esta irritação trouxe-me à mente toda a teia de interesses empresariais da qual fazemos parte e da qual é praticamente impossível escapar, a não ser que estejamos dispostos a cortar todos os laços com a sociedade.

Com esta irritação em mente, quis fazer um esforço simbólico de "voltar ao básico", tentando tecer ou bordar as palavras através de uma técnica tradicional. Acabei por bordá-las num cesto de aspecto natural, que é, na realidade, mais um produto produzido em massa, encontrado no meu próprio ambiente.

Na fase final, quis relacionar-me com este objecto. Escolhi surgir como se estivesse a "mergulhar" dentro dele, como uma afirmação do sentimento de impotência acima referido. Sublinhando a consciência de que aquilo que é verdadeiramente meu neste mundo é apenas o meu corpo.

Leitura curatorial

A imagem é particularmente interessante porque retoma, de outra forma, a ideia da pressa em consumir e utilizar: aceitamos, clicamos, avançamos. O gesto tornou-se tão quotidiano que raramente paramos para pensar no que estamos efectivamente a aceitar ou no que estamos a entregar em troca.

Aqui, o corpo submetido ao objecto torna física uma relação que habitualmente permanece invisível. O que estamos a vender de nós próprios quando aceitamos os termos sem os ler? Tempo, dados, privacidade, autonomia, atenção?

A fotografia desloca, assim, a ideia de preço para aquilo que cedemos quase sem consciência.

É precisamente essa passagem do gesto banal para uma pergunta sobre autonomia que me parece forte no contexto de The Invisible Price Tag. O preço pode estar naquilo que entregamos quando não reflectimos, quando a urgência de ter, consumir e continuar se sobrepõe à possibilidade de parar e perguntar o que estamos, afinal, a dar em troca.

Seleccionado Festival Impacto 2026

In/visible Labor

Roman Kosh

In/visible Labor — Roman Kosh (fotografia 1)
In/visible Labor — Roman Kosh (fotografia 2)

Declaração do artista

Sei que pode parecer um cliché, mas, na era digital em que vivemos, o trabalho de quem trabalha arduamente todos os dias é profundamente desvalorizado.

Os trabalhadores dos serviços, os operários, os trabalhadores indiferenciados são algumas das pessoas mais invisíveis da sociedade. São absolutamente essenciais ao funcionamento da sociedade e da economia, mas recebem muito menos reconhecimento do que os profissionais da tecnologia, os influenciadores de beleza ou os criadores de conteúdos no OnlyFans.

O que mais aprecio nestas pessoas é essa discrição, essa simplicidade, quase como se viessem de outra época, mas também com uma força e uma determinação que não se deixam abalar.

Uma empregada de café pode ser tão deslumbrante como Margot Robbie, ou talvez até mais encantador, mas sem aquele ego desmedido que tantas vezes encontramos nas actrizes de Hollywood.

A sua beleza não está sob os holofotes. Está no trabalho que fazem.

Leitura curatorial

Mais do que retratar profissões, estas fotografias chamam a atenção para aquilo que o nosso olhar se habituou a deixar de ver. Há trabalhos indispensáveis ao funcionamento das cidades, dos serviços e dos sistemas de consumo que se tornam invisíveis precisamente porque esperamos que estejam sempre lá.

A série desloca, assim, a ideia de preço invisível do objecto para as pessoas que tornam possível a sua produção, circulação e funcionamento. Por detrás de um produto ou de um serviço há tempo, esforço e corpos que raramente entram naquilo que entendemos como o seu preço.

A força destas imagens está nesse gesto simples de voltar a olhar. Ver quem está diante de nós pode ser também uma forma de perguntar porque deixámos de ver.

Seleccionado Festival Impacto 2026

Roma Influencers Network

Breaking the Circle of Early Marriages and Early Motherhood

Eva Giannelou · Stavros Andreas Kostakis

Roma Influencers Network — Eva Giannelou e Stavros Andreas Kostakis

Declaração dos artistas

Este projecto acompanha mulheres Roma que, no âmbito de um projecto Erasmus+ financiado pela União Europeia, actuam como influenciadoras comunitárias, visitando outras famílias Roma para falar sobre casamentos precoces e maternidade precoce. Através destas visitas, abrem conversas, partilham conhecimento e procuram promover a mudança a partir do interior da própria comunidade.

O projecto fotográfico desenvolveu-se a partir da observação destes encontros, à medida que aconteciam naturalmente. Centra-se em momentos de diálogo, hesitação e proximidade, mostrando como a mudança se constrói gradualmente através da confiança e do contacto pessoal. O trabalho aborda uma questão que afecta directamente as raparigas e o seu futuro, reconhecendo, ao mesmo tempo, a complexidade do contexto social e cultural em que esta realidade existe.

Ao mesmo tempo, o projecto reflecte a nossa própria perspectiva enquanto autores. Vemos a imagem e a narrativa como formas de abrir conversas, criar consciência e contribuir para um futuro mais igualitário. Em vez de oferecer respostas, o trabalho procura criar espaço para a compreensão, dando visibilidade às vozes e aos esforços que já trabalham para a mudança a partir do interior da comunidade.

Mais do que tudo, este projecto é sobre as pessoas envolvidas e sobre os pequenos, mas significativos, passos em direcção a um futuro diferente.

Leitura curatorial

A fotografia destaca-se pela força simbólica e pela capacidade de condensar, num único objecto, uma realidade social complexa. O vestido de noiva concebido para uma criança torna visível, de forma simultaneamente delicada e perturbadora, a antecipação de um futuro que deveria pertencer à idade adulta. O objecto torna-se testemunho de um ciclo em que pobreza, desigualdade, género e falta de oportunidades podem reproduzir-se de geração em geração.

A força da imagem está precisamente na sua intimidade e contenção: não vemos o casamento, o abuso ou a criança. Vemos o objecto que anuncia tudo isso. O vestido torna-se, assim, uma evidência silenciosa de uma realidade que permanece muitas vezes afastada do olhar público.

É neste ponto que a imagem ganha particular força no contexto de The Invisible Price Tag: embora não represente directamente consumo ou produção, torna visível o preço humano e social de uma desigualdade que tende a permanecer invisível.

Os autores

Atabak Bakhshur

Atabak Bakhshur

EXILE — Prémio Festival Impacto 2026

É cineasta, escritor e fotógrafo iraniano independente. A sua abordagem multifacetada à arte permite-lhe esbater as fronteiras entre imagem, narrativa e som. Conhecido pela sua aclamada curta-metragem experimental I Can't Even Remember Anymore (2023), Bakhshur traz à sua fotografia uma visão profundamente cinematográfica, minimalista e dramática. Indo além da mera documentação, o seu trabalho fotográfico cria atmosferas poéticas e apocalípticas, nas quais a humanidade, o suspense e as crises existenciais ou climáticas são narrados através de enquadramentos de elevado contraste e de uma linguagem cinematográfica distintiva.

Wolfgang Wigands

Wolfgang Wigands

MANDELA - Pilot of the Winds — Menção Honrosa Festival Impacto 2026

Performative installation created and performed by Crystalle Bobbe

É produtor, director técnico e fotógrafo, sediado em Berlim. Fotografa desde sempre, em paralelo com o seu trabalho no teatro, no cinema e nas artes performativas ao vivo.

Formado como toolmaker, estudou posteriormente Ciências da Engenharia, com especialização em tecnologia de processos, em Berlim. Foi co-fundador do Tempodrom, em Berlim, onde foi responsável pela iluminação e pelo som, e supervisionou a instalação técnica do Bar jeder Vernunft.

Fez digressões com o musical Linie 1, do GRIPS Theatre, da Austrália a Nova Iorque, e também com o circo de vanguarda francês Cirque O. O seu trabalho inclui efeitos especiais para cinema e teatro.

É vice-presidente da Verein für Bewegungskunst e.V., uma associação cultural sem fins lucrativos sediada em Berlim. Produziu todas as performances de Crystalle Bobbe, incluindo MANDELA – Pilot of the Winds.

Yael Seggev

Yael Seggev

I Have — Menção Honrosa Festival Impacto 2026

Nasceu em Jerusalém, em 1969. Estudou Psicologia e Estudos Cognitivos na Universidade de Telavive e concluiu, em 1999, a sua formação na Gerrit Rietveld Academie, em Amesterdão, na área da arte e do design. Entre 2001 e 2006, integrou os ateliers e a galeria de artistas Pyramida, em Haifa. Desde 2006, vive e trabalha em Utrecht.

Participou em exposições colectivas em Israel e na Europa e realizou várias exposições individuais. A fotografia é o seu principal meio de expressão. Nas suas fotografias de rua, projectos de fotografia encenada e trabalhos noutros meios, revela um impulso recorrente para explorar, de forma fundamental e quase infantil, o que significa para o indivíduo existir no mundo.

As suas obras debruçam-se sobre questões de presença e existência: a presença física do indivíduo, os espaços e ambientes que o rodeiam e o mundo humano com que se depara. Trata-se de uma tentativa contínua de testar os limites entre o indivíduo e o que o rodeia, procurando compreender a relação frágil e mutável entre ambos.

Roman Kosh

In/visible Labor — Seleccionado Festival Impacto 2026

É fotógrafo de rua, realizador de cinema, sob o nome de Ramazi Baranov, e antropólogo visual. Dedica grande parte do seu tempo à Ásia, onde desenvolve investigação de campo sobre práticas espirituais locais e regista os padrões subtis do quotidiano.

Eva Giannelou

Eva Giannelou

Roma Influencers Network: Breaking the Circle of Early Marriages and Early Motherhood — Seleccionado Festival Impacto 2026

Eva Giannelou e Stavros Andreas Kostakis colaboraram no projecto fotográfico Roma Influencers Network: Breaking the Circle of Early Marriages and Early Motherhood.

Eva Giannelou é fotógrafa, sediada em Atenas, e trabalha sobretudo nas áreas da fotografia de rua e documental. É licenciada em Arte da Fotografia e frequenta actualmente o curso de Cinema da Universidade Aberta Helénica. A sua prática fotográfica centra-se na narrativa visual e nas questões sociais, explorando o quotidiano, as experiências humanas e as comunidades que frequentemente permanecem invisíveis.

Stavros Andreas Kostakis

Stavros Andreas Kostakis

Roma Influencers Network: Breaking the Circle of Early Marriages and Early Motherhood — Seleccionado Festival Impacto 2026

Stavros Andreas Kostakis é fotógrafo, sediado em Atenas, e trabalha sobretudo nas áreas da fotografia de rua e documental. O seu trabalho centra-se no quotidiano, na presença humana e nas comunidades que tendem a ter menor visibilidade. Através da fotografia, explora questões sociais, a diversidade e as diferentes formas de viver e experienciar o dia-a-dia.

Curadoria e jurados

Ana Isa Guerreiro

Ana Isa Guerreiro

Curadora “The Invisible Price Tag” Festival Impacto 2026

É licenciada em Design pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa e estudou Desenho na Faculdade de Belas-Artes, na Sociedade Nacional de Belas-Artes e no Ar.Co. Trabalhou durante sete anos no grupo editorial Edimoda, onde desenvolveu atividade como produtora e autora nas publicações Máxima, GQ e Vogue. Na área da produção cultural, produziu o WIP Galerias Garrett e co-produziu o Desenha 12, projetos que promoveram o diálogo entre arte, desenho e comunidade, envolvendo uma ampla rede de autores, instituições e públicos. Em 2022 integrou a equipa de produção do TEDxLisboa, reforçando a sua missão de criar eventos que inspirem reflexão e transformação social. Em 2023 fundou o Festival Impacto, do qual é responsável pelo conceito, direção artística e produção geral. É atualmente Presidente da Comissão Organizadora do Festival Impacto.

Mia Couto

Mia Couto

Jurado "The Invisible Price Tag" Festival Impacto 2026

É escritor, biólogo e uma das vozes literárias mais relevantes da língua portuguesa. Iniciou-se na poesia ainda adolescente e, após estudos em medicina, dedicou-se ao jornalismo no período pós-independência de Moçambique, tendo dirigido importantes órgãos de comunicação social. Mais tarde formou-se em Biologia, especializando-se em Ecologia, área em que é professor universitário e investigador, com trabalho relevante na gestão ambiental e conservação da natureza. Autor de uma obra marcada por uma linguagem singular, rica em neologismos e imaginação poética, Mia Couto explora a relação profunda entre o ser humano, a terra e a memória coletiva. É o escritor moçambicano mais traduzido internacionalmente, com obras publicadas em mais de 20 países, várias delas adaptadas ao teatro e ao cinema. Foi amplamente distinguido com prémios nacionais e internacionais ao longo da sua carreira.

Susana Paiva

Susana Paiva

Jurada “The Invisible Price Tag” Festival Impacto 2026

Reside e trabalha em Lisboa. Criadora, curadora, editora, educadora, performer e produtora de projectos e eventos na área das Artes Visuais. Trabalha como fotógrafa, no campo das Artes Performativas, desde 1989. Coordenadora, desde 2012, do projecto Escola Informal de Fotografia, um projecto educativo de longa duração para criadores na área da fotografia. Apresentação do projecto performativo “Anatomia de uma imagem [uma instalação habitada]” no âmbito do Festival CITEMOR 2019, Montemor-o-Velho, Portugal. Coordenadora, entre 2019-2023, da equipa de fotografia do projecto “CORPO EM CADEIA”, da Companhia Olga Roriz, uma iniciativa PARTIS / FCGulbenkian. Curadora da exposição “Atlas CITEMOR” apresentada no Museu Nacional do Teatro e Dança, de Maio a Novembro 2024, em Lisboa. Em 2025 concluiu o 33.º Curso de Gestão e Produção das Artes do Espectáculo da Forum Dança e frequentou acções de formação, sobre estética, inclusão, neurodivergência, mediação e programação e mediação inclusiva.

Gonçalo Negrão

Gonçalo Negrão

Jurado “The Invisible Price Tag” Festival Impacto 2026

É diretor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Piaget, em Almada, onde reside. A paixão por livros levou-o a ser livreiro enquanto estudava. Depois começou a carreira na inovação e transformação digital, passando pela Galp Energia e no Setor Público. Depois, em empresas de consultoria realizou projetos nos PALOP, Brasil, Jordânia, Tunísia, Chipre, EUA e Austrália, com foco na transição digital e ecossistemas de start-ups. Especialista em inovação para a OCDE e Comissão Europeia, Gonçalo é licenciado em Gestão, tem uma Pós-Graduação em eBusiness, um MBA em Logística, um Executive MBA em Criatividade e Inovação e uma Pós-Graduação em Compras e Inovação pela Wien Business School. Atualmente, está a finalizar o doutoramento sobre “Solidão e Ressonância Digital” na FLUL, onde reencontrou a “utilidade” da sua paixão pela literatura. Entre o ensino de e paixão pela escrita e poesia, gosta de explorar o papel da Inteligência Artificial na intermediação com o mundo.

João Pontes

João Pontes

Jurado "The Invisible Price Tag" Festival Impacto 2026

É biólogo marinho e fotógrafo/videógrafo de vida selvagem, natural de Lisboa, com especial interesse em ecossistemas marinhos e macrofotografia. O seu trabalho fotográfico tem sido distinguido com vários prémios nacionais e internacionais, tendo sido nomeado Young Ocean Photographer of the Year 2024 Runner-up pela Oceanographic Magazine. Licenciou-se em Biologia pela Universidade de Lisboa em 2022 e obteve o grau de mestre em Biologia Marinha pela Universidade do Algarve em 2025. Desenvolveu o seu trabalho de investigação em Kāne'ohe Bay, Hawaii, em parceria com a Universidade do Hawaii, com quem continua a estudar o impacto de esponjas marinhas invasoras na baía. Paralelamente à investigação científica, é guia de mergulho e utiliza a fotografia e o vídeo como ferramentas de divulgação científica, procurando revelar padrões, relações e analogias na natureza. É ainda responsável pela imagem e comunicação visual do grupo de investigação de mar profundo dos Açores do Instituto Oceanos. Atualmente trabalha como freelancer em vídeo e fotografia, tendo colaborado, entre outras entidades, com a Fundação Oceano Azul. Encontra-se neste momento a desenvolver um documentário sobre o maior recife natural de Portugal, no Algarve, em parceria com a associação BioReefAP, da qual faz parte.

António de Sousa Dias

António de Sousa Dias

Jurado “The Invisible Price Tag” Festival Impacto 2026

Compositor, artista multimédia, performer e investigador, é doutorado em Estética, Ciências e Tecnologias das Artes, Professor Associado com agregação na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Autor de obras explorando diversos géneros (instrumental, eletroacústico, misto), música para cinema e audiovisuais (ficção, documentário, animação), performance, teatro musical e cruzamentos disciplinares. No seu percurso, o multimédia, a instalação e a criação visual também desempenham um papel importante.

Mecenas

A Caixa Agrícola de Torres Vedras é um banco cooperativo de proximidade, fundado em 1915 e profundamente ligado ao território e à comunidade. Com uma oferta abrangente de produtos e serviços financeiros para particulares, agricultores, empresários e empresas, alia a solidez e a sustentabilidade financeira ao apoio à economia local.

O seu modelo assenta no conhecimento próximo dos clientes, na confiança e na construção de relações duradouras. Através da mobilização da poupança local e do financiamento da economia real, contribui para o desenvolvimento económico, social e ambiental de Torres Vedras e da região Oeste, apoiando famílias, empresas e projetos que reforçam a resiliência e a sustentabilidade do território.

Este compromisso concretiza-se também no apoio regular a instituições, associações e iniciativas de carácter social, cultural, educativo e desportivo. Ao colaborar com entidades locais e apoiar projetos que respondem às necessidades da população, a Caixa contribui para a inclusão, a coesão social e a melhoria da qualidade de vida, devolvendo à comunidade parte do valor gerado no território.

A presença da Caixa Agrícola de Torres Vedras no Festival Impacto insere-se neste compromisso com a comunidade e com a promoção de uma sociedade mais consciente, inclusiva e sustentável. Ao apoiar uma iniciativa que estimula a reflexão, o diálogo e a participação em torno dos desafios sociais, culturais e ambientais do nosso tempo, a Caixa reafirma o seu papel enquanto instituição próxima do território e empenhada na construção de um futuro com impacto positivo e duradouro.

O catálogo completo da exposição está disponível para descarregar em PDF.

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