Ciclo de Conversas · Festival Impacto 2026
Ética na JustiçaEntre lei e confiança
Contagem decrescente
A decorrer
10 Out 2026 · 18:00 · Sala das Massas
Num contexto social onde a confiança nas instituições é cada vez mais frágil, a justiça ocupa um lugar central no debate ético e democrático. A percepção de desigualdade perante a lei, a morosidade dos processos e a distância entre os cidadãos e o sistema judicial levantam questões profundas sobre legitimidade, transparência e responsabilidade institucional.
Esta conversa propõe uma reflexão sobre a ética na justiça e sobre o impacto que um sistema lento e pouco eficaz pode ter na confiança pública. Ao longo do diálogo, serão abordadas preocupações relacionadas com imparcialidade, impunidade, burocracia e o sentimento crescente de descrença que muitos cidadãos desenvolvem perante decisões tardias ou inacessíveis. Mais do que discutir leis, esta conversa pretende analisar a relação entre justiça e sociedade, questionando até que ponto um sistema judicial pode manter a sua autoridade moral quando deixa de responder de forma clara e atempada às necessidades da população
Curadoria
- Ana Sanches
É advogada, licenciada em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa, tendo concluído estudos de pós-graduação na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Iniciou o seu percurso profissional na advocacia generalista, tendo posteriormente direcionado a sua prática para a área Corporate, com especial enfoque no setor dos investimentos. Durante vários anos, desenvolveu a sua atividade profissional em Angola, onde assumiu a direção dos Departamentos Jurídico e de Cooperação Internacional e Institucional da Universidade Gregório Semedo, tendo também participado no desenvolvimento do Harmonia – Centro de Mediação de Conflitos e Arbitragem.
Oradores
- André Santos Campos
É professor de Filosofia Política da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. De entre as suas obras, destacam-se Spinoza's Revolutions in Natural Law (2012), The Semi-Future Democracy (2024), e Justiça (2024). É vice-presidente da Associação Portuguesa de Filosofia Política.
- Teresa Féria
É Juíza Conselheira jubilada, fundadora e actual Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas (APMJ). Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, desenvolveu uma carreira de destaque na magistratura judicial, tendo exercido funções como Juíza de Direito, Assessora da Alta Autoridade contra a Corrupção, Juíza no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, nas Varas Criminais de Lisboa e Juíza Desembargadora no Tribunal da Relação de Lisboa, antes da sua nomeação como Juíza Conselheira. Ao longo do seu percurso tem desempenhado um papel relevante na promoção da igualdade de género e no combate à violência contra as mulheres. Integrou as comissões de acompanhamento do I, II e V Planos Nacionais contra a Violência Doméstica e de Género, participou no projeto europeu INASC – Improving Needs Assessment and Victim's Support in Domestic Violence Related Criminal Proceedings e é coordenadora do Observatório Judicial de Violência de Género e Doméstica. Foi Presidente da International Federation of Women in Legal Careers entre 2006 e 2012, sendo actualmente Presidente Honorária. É frequentemente convidada como oradora em conferências e ações de formação, em Portugal e no estrangeiro, sobre justiça, direitos das mulheres e violência de género. Em 2002 foi agraciada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito da República Portuguesa.
- Maria Fernanda de Almeida Pinheiro
É Licenciada em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa “Luís de Camões”, na área de Ciências Jurídicas. Atualmente frequenta o Mestrado “Estudos sobre as Mulheres. As Mulheres na Sociedade e na Cultura”, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Tem inscrição ativa na Ordem dos Advogados desde agosto de 2002 e exerce atualmente a profissão em regime de prática individual na Comarca de Lisboa. Antes disso, entre 2002 e 2007, foi advogada de empresa tendo exercido a profissão sempre em áreas ligadas aos Recursos Humanos e aos serviços jurídicos. Bastonária da Ordem dos Advogados, tendo exercido essas funções executivas durante o triénio de 2023-2025. É formadora certificada nas áreas de Direito Laboral e Gestão Administrativa de Recursos. É Técnica de Apoio à Vítima (TAV), certificada em 2026 pelo Instituto CRIAP. É Conferencista convidada e Autora de diversos artigos de revistas e plataformas digitais ligadas ao Direito. É também autora do livro de Poesia “Que Côr tem a Paixão” que foi publicado em dezembro de 2016 pela Editora Todas as Letras.
- Susana Santos
É socióloga (Doutorada em Sociologia pelo Iscte em 2012), professora auxiliar no Iscte e investigadora integrada no CIES-Iscte, inserida no grupo "Desigualdades, Trabalho e Bem-Estar Social". O seu percurso é definido por uma abordagem interdisciplinar à Sociologia do Direito, centrando-se na profissão jurídica, justiça económica, acesso à justiça, pro bono e ética profissional. A sua investigação explora a socialização das elites jurídicas, o impacto da globalização nas trajetórias profissionais e as desigualdades de género, classe e étnico-raciais nas grandes sociedades de advocacia. Mais recentemente, o seu trabalho tem-se focado na "codificação do capital", inspirado pela obra de Katharina Pistor tendo como terreno as relações entre os países lusófonos. Investiga como os/as advogados/as de negócios atuam como mediadores entre empresas transnacionais e Estados, transformando ativos em capital e influenciando a produção de riqueza e a desigualdade na redistribuição. É membro da direção do Comité de Investigação em Sociologia do Direito (RCSL) da Associação Internacional de Sociologia (2023–2027) onde serviu em 2025 como presidente do júri do Prémio Podgórecki que premeia investigadores de excelência. É cocoordenadora da secção de "Sociologia do Direito e da Justiça" da Associação Portuguesa de Sociologia (APS). Entre 2012 e 2022, serviu como membro do júri no Centro de Estudos Judiciários, nas provas de admissão de diversos cursos de formação para magistrados judiciais e do Ministério Público, bem como para os Tribunais Administrativos e Fiscais (TAF). Participou como membro do grupo de reflexão: Ética e Monitorização da Fraude sobre riscos de fraude em recursos financeiros da União Europeia dinamizado pela Procuradoria-Geral da República.
- Arlindo Alegre Donário
É Professor da Universidade Autónoma de Lisboa, onde é Presidente da Assembleia, e Presidente e Investigador do Centro de Análise Económica de Regulação Social (CARS). É também Vogal do Conselho de Supervisão da Ordem dos Advogados. A sua actividade académica e de investigação desenvolve-se sobretudo nas áreas da Regulação Social e da Análise Económica do Direito, explorando a relação entre os sistemas jurídicos, os incentivos económicos e os seus impactos sociais. Tem uma vasta produção académica sobre regulação, responsabilidade, aplicação da lei e prevenção de acidentes, e tem participado na orientação de teses de Mestrado e Doutoramento e em júris académicos.
Parceiros desta actividade
- Unicorn Factory Lisboa – Beato Innovation DistrictParceiro de Hospitalidade
- PR GateMecenas de Comunicação e Relações Públicas
Como chegar

Unicorn Factory Lisboa – Beato Innovation District
Sala das Massas
Entradas: Tv. Grilo 1, 1950-147 Lisboa · Rua da Manutenção 71, 1900-500 Lisboa
- Autocarro
728 — paragem Av. Infante D. Henrique (Beato ID), junto à entrada; 794 — paragens de Xabregas
- Metro
Santa Apolónia (Linha Azul) é a estação mais próxima; daí, ligação direta pelo 728
