Maria Xavier

Maria Xavier Maria Xavier é socióloga e tem um mestrado em estudos migratórios. A sua carreira abrange a investigação científica, a gestão cultural e as funções de consultoria governamental, com experiência na coordenação de projectos e na cooperação internacional. Tem uma forte sensibilidade social e intercultural, que se reflecte tanto no seu trabalho profissional como nos seus projectos fotográficos pessoais.Atualmente, é formadora independente, tendo criado o SELF/e, um workshop sobre desenvolvimento pessoal através da fotografia. Já realizou edições deste workshop na Junta de Freguesia de Belém e na Casa do Jardim da Estrela em Lisboa. Anteriormente, foi membro do júri do Instituto do Cinema e Audiovisual (2020), assessora do Secretário de Estado da Cultura (2016-2018) para a política das artes performativas e Coordenadora de Programação Cultural e Científica da Casa da América Latina (2007-2016).O seu percurso de investigação inclui estudos sobre a imigração brasileira para Portugal e a emigração portuguesa para a América do Sul no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL (2004-2009). Trabalhou também em relações institucionais na Fundação Luso-Brasileira (2005) e como assistente de comunicação na CPLP (2004). É formadora certificada pelo IEFP e integra a sua paixão por histórias de vida no seu trabalho fotográfico.
Lisa Vicente

Lisa Ferreira Vicente Lisa Ferreira Vicente “A saúde sexual é um aspeto vital da saúde de cada individuo, como é reconhecido há anos, nomeadamente pela Organização Mundial de Saúde. Contudo, constitui com frequência um desafio em várias sociedades” Hoje temos o prazer de conversar com Lisa Ferreira Vicente, uma ginecologista, obstetra e sexóloga cuja carreira reflecte um profundo empenho na promoção da saúde sexual e reprodutiva em Portugal. Com experiência como colaboradora no Programa Nacional de Saúde Reprodutiva e como chefe da Divisão de Saúde Sexual, Reprodutiva, Infantil e Juvenil da Direção-Geral da Saúde, contribuiu significativamente para a definição de políticas de saúde. Trabalhou no Serviço de Medicina Materna e Fetal da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, consolidando ainda mais o seu papel como uma autoridade de confiança na sua área. Os seus conhecimentos abrangem diversos temas como contraceção, menopausa, saúde sexual, saúde reprodutiva na pessoa com diabetes, sexologia e disfunções sexuais, saúde trans e género diversa. Para além do seu trabalho clínico, Lisa Vicente deixou uma marca indelével através das suas contribuições académicas. É autora e coautora de vários textos científicos e autora do Atlas da V, que se debruça sobre as complexidades da anatomia e da sexualidade femininas. Tem também desempenhado um papel fundamental como formadora em Sexologia Clínica, programas de pós-graduação em Sexualidade Humana e estudos de doutoramento, promovendo uma nova geração de profissionais equipados para enfrentar os desafios em evolução da saúde sexual. Lisa Vicente defende a quebra de tabus e a expansão do discurso em torno da saúde sexual. E sem tabus ou preconceitos, nesta entrevista, falaremos sobre as persistentes lacunas educacionais na compreensão da anatomia feminina, os debates sociopolíticos em torno da educação sexual e o silenciamento cultural e médico da sexualidade feminina, os desafios enfrentados pelos indivíduos LGBTQIA+ no acesso a cuidados inclusivos e a interação vital de factores físicos, relacionais e culturais na abordagem da menopausa e da saúde sexual. No seu livro, O Atlas da V, utiliza um título simbólico em vez de nomear explicitamente a vulva e ou a vagina, temas centrais da obra. O que a levou a escolher esta representação mais abstrata e como é que esta escolha reflete o desconforto social ou o tabu que rodeia as discussões abertas sobre a anatomia feminina? Durante o processo de escrita do livro o ficheiro tinha o nome de Vitória. Penso que o escolhi inconscientemente, mas com o tempo fui-lhe atribuindo a significância da vitória de poder escrever sobre vulva e vagina assim como sobre a sua invisibilidade no discurso social. “Para mim V é de vulva, de vagina e da vitória de as conhecer na sua diversidade, de as conseguir nomear sem vergonha ou receio. Um percurso e um desafio que continua a fazer sentido” O título e a capa de um livro, não são uma escolha apenas do autor, mas uma escolha conjunta com a editora. Para mim era importante trazer ao conhecimento a vulva. Abordar a diversidade da vulva, mostrá-la em ilustrações em que se percebesse que são todas diferentes, como todas as caras e mãos são diferentes. Porque em nome do desconhecimento desta diversidade, que é individualidade, muitas pessoas sofrem a angústia de «não se sentirem normais» ou sentir que têm de se submetem a cirurgias ou intervenções para modificar os seus genitais. Em nome da «normalidade» que é um conceito que decorre de um tempo histórico e de uma sociedade especifica. E que muda. Por isso, para mim, V seria sempre a vulva. Mas ter Vulva na capa de um livro em 2019 era difícil. Como explico a seguir, a palavra «mais arrojada» para designar os genitais externos femininos tinha sido vagina. Para mim V é de vulva, de vagina e da vitória de as conhecer na sua diversidade, de as conseguir nomear sem vergonha ou receio. Um percurso e um desafio que continua a fazer sentido. Apesar da crescente abertura e consciencialização para a educação sexual, porque é que a confusão entre os termos “vulva” e “vagina” persiste, mesmo entre as mulheres, e o que é que isto revela sobre as lacunas educacionais na compreensão da anatomia feminina? A palavra vulva não era nomeada no discurso social, não apenas em Portugal. Com alguns exemplos, pode ser mais simples mostrar o que estou a dizer. – «Os monólogos da Vagina» uma peça de teatro de 1996 escrita por Eve Ensler (V como se identifica desde 2019 ) fala várias vezes dos genitais externos- vulva- mas designando-a de vagina. – A obra do artista Jamie McCartney denominada «The Great Wall of Vagina» é constituída por moldes em gesso de 400 vulvas diferentes. Sempre utilizei algumas das suas imagens em formações, conferências e até em consulta para mostrar como eram diferentes as vulvas. Contudo, e apesar de ser uma obra muito significativa, a designação mais uma vez não era a correta. Esta obra esteve em Portugal na primeira exposição do projeto MUSEX (Museu Pedagógico do Sexo): Amor Veneris — Viagem ao Prazer Sexual Feminino do MUSEX — . Exposição patente ao público entre junho de 2022 e março de 2023. Em outubro de 2022, quando o artista esteve em Lisboa decidiu, finalmente, modificar a designação da obra para «The Great Wall of Vulva». Em 2018 no jornal El País, li numa curiosa publicação denominada «Entrevista imaginaria à vulva: Que mal he hecho para sufrir esta persecusion?». Um texto de Rita Abundancia que o introduzia da seguinte forma: Falámos com a genitalia externa feminina que sai da sua invisibilidade e reclama o seu território e autonomia à margem da vagina. Que achei uma forma curiosa e divertida de confrontar os leitores com esta questão. De que forma é que o silenciamento histórico do clítoris tanto no discurso médico ou cultural e a desinformação de longa data em torno dos orgasmos femininos podem de certa forma anular a sexualidade feminina? As estruturas que constituem o clítoris estão descritas pelos anatomistas clássicos do fim do seculo XIX, como por exemplo Testut e Laterget, mas não como uma estrutura una como
Elgar Rosa

Elgar Rosa Elgar Rosa “hoje, quando falamos de polarização, lembramo-nos imediatamente da comunicação política e do crescimento da extrema direita. Como cidadão, custa-me que o discurso político moderado não tenha evoluído e tenha permitido que a extrema direita tenha encontrado nele material combustível para trazer a “conversa de café” para a Assembleia da República” Numa época marcada pela rápida transformação digital e por um fluxo avassalador de informação, o papel das agências de comunicação e relações públicas nunca foi tão crítico para enfrentar os desafios relacionados com a forma de comunicar, a transparência, as práticas éticas e a responsabilidade social. Elgar Rosa, fundador e diretor executivo da Pure, uma afiliada da Rede 3AW, e membro da Direção da Operação Nariz Vermelho, é nosso convidado nesta entrevista. Junte-se a nós enquanto exploramos a forma como uma comunicação eficaz pode conduzir a mudanças significativas e repercutir-se num mundo frequentemente caracterizado pela sobrecarga de informação e pela alteração das expectativas da sociedade. Elgar Rosa partilhará connosco os seus conhecimentos sobre como equilibrar mensagens impactantes com considerações éticas, adaptar estratégias ao cepticismo crescente dos consumidores e aproveitar a comunicação para promover a justiça social e a inclusão. Elgar Rosa irá, também, abordar a forma como o envolvimento da Pure com causas sociais e com as artes não só molda a sua missão, como também aumenta o seu impacto global. Numa época de sobrecarga de informação e de rápida transformação digital, como podem as agências de comunicação e relações públicas, como a Pure, equilibrar eficazmente a necessidade de mensagens impactantes com a crescente procura de transparência e considerações éticas na narrativa de uma marca ou produto? Não creio que sejam as relações públicas, mas todas as entidades que comunicam, sobretudo fontes organizadas de informação, sejam empresas, agências de relações públicas ou comunicação, assessores de imprensa ou diretores de comunicação. A comunicação estratégica e assessoria de imprensa existem para amplificar mensagens de empresas, instituições ou pessoas que possam ser consideradas notícia pelos jornalistas, que nem sempre têm tempo ou recursos para fazer fact check. Parte do trabalho das agências e dos assessores de imprensa é trazer este layer de confiança a um conteúdo que chega de uma fonte identificada, com a qual os jornalistas estão habituados a trabalhar. Apesar de muitos verem, por exemplo, a inteligência artificial como uma ameaça ao trabalho das agências, sinto que agora, mais do que nunca, os jornalistas precisam de saber quem lhes envia a informação, para se assegurarem da fiabilidade do conteúdo. À medida que as expectativas da sociedade evoluem, particularmente em torno de questões de justiça social e responsabilidade ambiental, como é que as estratégias de comunicação se podem adaptar para lidar com o cepticismo crescente dos consumidores, cada vez mais desconfiados do ativismo performativo e social washing? Com honestidade e ação, mais do que com discursos redondos e iniciativas confortáveis e pouco diferenciadoras. Um estudo de 2024 da Edelman realizado em 28 países revelou, entre outros, que as pessoas confiam mais nas empresas do que nos governos para liderar a mudança social. Outros estudos referem que, quando garantida a qualidade ou o preço comparável, 91% dos consumidores preferem marcas associadas a causas justas. Campanhas como a Nike (For once, Don’t do It ou Dream Crazy), Airbnb (We Accept ou Airbnb Ukraine Campaign), Ben & Jerry’s (Stop Hate for Profit ou If It’s Melted, It’s Ruined ) foram mais do que arrojadas por assumirem uma posição ou convidarem à ação relativamente a temas sociais ou ambientais. Geraram um comprovado efeito positivo no público alvo, além de terem promovido a discussão online e offline. “Como cidadão, custa-me que o discurso político moderado não tenha evoluído e tenha permitido que a extrema direita tenha encontrado nele material combustível para trazer a “conversa de café” para a Assembleia da República” Enquanto especialistas em comunicação, qual é a sua opinião sobre a crescente prevalência do discurso polarizado, tanto nos debates políticos como nas interações entre indivíduos nas redes sociais? É correto considerar que esse conteúdo polarizado gera maior envolvimento em comparação com uma comunicação equilibrada e inclusiva? Existirá um apelo inerente ou uma gratificação psicológica associada ao consumo ou à participação de um discurso polarizado? A minha opinião sobre este tema é enquanto cidadão e não como especialista em comunicação, porque acredito que este é um tema social, mais do que de comunicação. Não me sinto habilitado para falar em conceitos como efeito Dunning-Kruger (uma distorção cognitiva de pessoas, que, com acesso a pouca informação, têm tendência para se sentirem qualificadas a falar sobre os mesmos) ou no papel dos algoritmos na estimulação do fenómeno do discurso polarizado. No entanto, hoje, quando falamos de polarização, lembramo-nos imediatamente da comunicação política e do crescimento da extrema direita. Como cidadão, custa-me que o discurso político moderado não tenha evoluído e tenha permitido que a extrema direita tenha encontrado nele material combustível para trazer a “conversa de café” para a Assembleia da República. Se somarmos a esta circunstância do “eles dizem o que eu penso” à pressão com que o algoritmo das redes sociais nos confronta com posições extremadas, está feito o convite ao confronto, quase sempre verbalmente agressivo, mas inconsequente. No entanto, pode rapidamente escalar para um nível de violência perigosa, sobretudo para com minorias. “é verdade que a ditadura do clickbait e a necessidade de ter tráfegos “apetitosos” para anunciantes leva alguns meios de comunicação social a caírem na tentação de terem conteúdos questionáveis do ponto de vista jornalístico. Ainda assim do meu ponto de vista isso não belisca o trabalho de qualidade da maior parte dos jornalistas” Perante a crise do jornalismo tradicional e a ascensão do jornalismo online, que muitas vezes esbate a linha entre entretenimento e notícias ao dar prioridade ao impacto viral em detrimento da informação factual. Que estratégias podem os profissionais dos meios de comunicação e as agências de relações públicas empregar para preservar a integridade da informação e, ao mesmo tempo, cativar audiências que são cada vez mais atraídas por conteúdos sensacionalistas em detrimento do jornalismo factual?
Curta Metragem

Ciclo de curtas metragens Empatia 17 de novembro, 2024 16:00 Cine-teatro Turim INSCRIÇÕES Entrada Livre.Inscreva-se para assegurar o seu lugar A empatia é a capacidade de compreender e partilhar os sentimentos dos outros, uma caraterística humana fundamental que pode colmatar divisões e promover um sentido de unidade e compaixão. Através deste ciclo de curta metragem, pretendemos destacar histórias que dão vida a este conceito, mostrando as inúmeras formas como a empatia se pode manifestar e ter impacto nos indivíduos e nas comunidades. PROGRAMA CICLO DE CURTAS METRAGENS FESTIVAL IMPACTOO cinema como catalisador da mudança social16:00 – 16:45 Esta mesa redonda analisa o poder transformador do cinema como um meio que não só reflecte a sociedade, mas também desafia normas, estimula o diálogo e inspira a ação. Desde o esclarecimento de vozes marginalizadas até ao desencadear de movimentos globais, os nossos membros do painel irão explorar a forma como os cineastas aproveitam a narração de histórias para confrontar injustiças sociais e imaginar novas possibilidades de mudança colectiva.Convidados: Rui Simões, Luís Barros, Tiago R. Santos, Pedro Sena NunesModeração: Miguel Meneses Filmes de ficção 17:00 – 17:45 MONTE CLÉRIGO Uma meditação sobre o trabalho forçado e a indiferença social ESCRITO E REALIZADO por Luís CamposANO DE PRODUÇÃO 2022PAÍS DE ORIGEM PortugalDURAÇÃO 27.30”GÉNERO FicçãoLÍNGUA portuguêsProduzido por BRO Cinema, Matiné, Um Segundo Filmes, Corvo Film CompanyElenco: Gonçalo Almeida, Aayush Kandel, Kelly Bailey, Pedro Laginha, Paula Lobo Antunes, Pedro Pernas, Filipe AmorimProdutores Ana Almeida, Luis Campos, Mário Patrocínio, Pedro PatrocínioCo-Produtores Humberto Rocha, Pedro Medeiros, Tiago GomesDiretora de Produção Ana AlmeidaDiretor de Fotografia Pedro PatrocínioDiretora de Arte Inês LebreaudMúsica Original BeatoMontagem Cláudia SilvestreMontagem e Mistura de Som João GazuaColorista Andreia BertiniCom o Apoio Financeiro do ICA – Instituto do Cinema e AudiovisualCom o Apoio da Câmara Municipal de Odemira, Câmara Municipal de Aljezur, Craveiral Farmhouse, Planar, STP Audiovisuais KINTSUGI Um autorretrato que explora a identidade e a vulnerabilidade ESCRITO E REALIZADO por Fred FerreiraANO DE PRODUÇÃO 2024PAÍS DE ORIGEM PortugalDURAÇÃO 3.23”GÉNERO FicçãoLÍNGUA portuguêsOperador de Câmara, Som; Edição; Produção: Fred FerreiraAssistentes de Produção: Inês Serra, Lia Paladino, Marta Roquete, Valdir NevesMúsica: Alex Brian MIRROR Uma série de vinhetas sobre o efeito do observador e a interconexão ESCRITO E REALIZADO por Nuno SerrãoANO DE PRODUÇÃO 2024PAÍS DE ORIGEM PortugalDURAÇÃO 2.40”GÉNERO FicçãoLÍNGUA inglêsElenco: Alicia Lewington, Andrea Oña, Duarte Nóbrega, Hélder Agrela, Mara Freitas, Mariana do Carmo, Matylda Kepa, Paulo Gouveia, Patrícia Lopes, Salvador Miguel.1stAD: Andreia RodriguesGaffer: Délio GonçalvesPA: Ana BettencourtHair&Makeup: Nina MachadoExecutive Producer: Nuno Barcelos Documentários 18:00 – 19:00 AN IMPROVISED REALITY A fluidez da verdade e as expectativas sociais REALIZAÇÃO João Meirinhos e Elise LakerANO DE PRODUÇÃO 2014PAÍS DE ORIGEM InglaterraDURAÇÃO 22.06”GÉNERO Documental; não-ficçãoLÍNGUA inglêsMELHOR DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL FICSAM 20181º Prémio – An Improvised Reality de João Meirinhos e Elise Laker Indefinível Um olhar reflexivo sobre o significado da arte através do Hip Hop REALIZAÇÃO Bernardo SeixasANO DE PRODUÇÃO 2023PAÍS DE ORIGEM PortugalDURAÇÃO 7.59”GÉNERO Documental; não-ficçãoLÍNGUA portuguêsPARTICIPAÇÃO Wugori Guire AVAN GRA Nastyfactor Muleca XIXAjuda de Maria Garcia, Alexandre Malheiro, Pedro Borges, Leonor Caetano Fábio Quintiliano no YouTube Uma exploração da auto-expressão na era digital REALIZAÇÃO Sara Massa e Martim MoraisANO DE PRODUÇÃO 2024PAÍS DE ORIGEM PortugalDURAÇÃO 19.55”GÉNERO Documental; não-ficçãoLÍNGUA português Neo Liberty Uma análise da ligação humana em espaços virtuais REALIZAÇÃO Catarina Santos e Guilherme AlbertoANO DE PRODUÇÃO 2024PAÍS DE ORIGEM PortugalDURAÇÃO 12”GÉNERO Documental; não-ficçãoLÍNGUA inglêsFOTOGRAFIA Catarina Santos e Guilherme AlbertoARGUMENTO Catarina Santos e Guilherme AlbertoEDIÇÃO Guilherme AlbertoDIREÇÃO DE ARTE Ana JesusPESQUISA Ana JesusENTREVISTADOS “CQ”, “darkhymn”, “Sniperbori112” , “Rapter gange”, “jamie.sanders” , “Noah273737”, “Erinthox”, “Destyfox~”, “Broken_angel_”MÚSICA “Passing Through” by Erick McNerney“Dreamy Mode” by Chillpeach“Still Up” by Chillpeach“Land of Dreams” by Chillpeach“Spent Time” by Chillpeach“Just Free” by ChillpeachAGRADECIMENTOS Cândida Almeida, Rui Lança, André Santos, VRChat Inc., IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação Morada: Estr. de Benfica 723A, 1500-337 Lisboa Parceiro de Hospitalidade: INSCRIÇÕES
Ana Rita Victor

Ana Rita Victor Ana Rita Victor “Parar o envelhecimento é algo contranatura e impossível. Mas há um conjunto de decisões e ações que se podem tomar para que o “envelhecimento seja mais saudável”, ou seja, encurtar o período da cronicidade das doenças, permitindo viver mais tempo com mais saúde, próximo de quem se gosta, usufruir dos talentos e das coisas boas da vida” Hoje temos o privilégio de conversar com Ana Rita Victor, uma distinta cardiologista e especialista em Smart Aging. A sua carreira começou com uma licenciatura na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1997 e numa especialização em Cardiologia em 2006. As suas funções como Chefe da Unidade de Cuidados Intensivos Coronários e Coordenadora do Laboratório de Ecocardiografia do Hospital Pulido Valente reflectem a sua vasta experiência e liderança nesta área. Com um grande interesse na intersecção entre a medicina funcional e o envelhecimento, obteve qualificações adicionais, adquirindo o Wosaam Board Certification em anti-aging medicine e especializações em medicina anti-envelhecimento em “Cardiometabolic Advanced Practice” e “Hormone Advanced Practice”. Durante o seu percurso deu palestras em simpósios e workshops, abordando temas como a suplementação hormonal com testosterona e o risco cardiovascular, stress oxidativo e anti-envelhecimento, prevenção cardiovascular e síndrome metabólico. Nesta entrevista, Ana Rita Victor irá esclarecer como é a sua abordagem ao “envelhecimento inteligente”, oferecendo uma perspetiva crítica sobre as dimensões sociais e biológicas da menopausa e da andropausa. Iremos aprofundar os desafios dos mitos prevalecentes, as disparidades de género e a necessidade de cuidados individualizados. Iremos também abordar que avanços tecnológicos e ferramentas emergentes teremos para revolucionar a gestão do envelhecimento, abrindo caminho para tratamentos mais personalizados e eficazes. Ao longo da sua distinta carreira em cardiologia desempenhou funções de chefia e coordenação na área dos cuidados intensivos e ecocardiografia. O que a motivou a expandir o seu foco para incluir a medicina funcional e o envelhecimento? Como é que integra a sua vasta experiência em cardiologia com estes campos emergentes para abordar as complexidades do envelhecimento e melhorar os cuidados gerais dos doentes? Na Faculdade de Medicina logo me interessou a Cardiologia. Para mim é a especialidade mais interessante, com maior diferenciação tecnológica e com visível impacto na vida dos doentes. Na altura, no último ano do curso, tínhamos de escolher duas cadeiras opcionais, eu escolhi Cardiologia e Endocrinologia. Fruto de um problema de fertilidade, fui procurando conhecimento nesta área, através da American Society of Endocrinology, British Sociey of Endocrinology e World Society of Anti-Aging Medicine. Mais tarde, fui-me interessando cada vez mais pelo impacto das hormonas na vida das pessoas, na verdade foi um processo que decorreu sempre em paralelo com a Cardiologia. Queria ajudar pessoas com condições idênticas à minha que não sentissem a aridez de informação, como eu, na altura. À medida que ia desenvolvendo o meu interesse por longevidade, comecei a perceber que teria de aprofundar os meus conceitos a nível do metabolismo celular e genética. Por ser uma pessoa curiosa, fui buscando conceitos que me permitissem ajudar os meus doentes. “Importa referir que “inflamação silenciosa” desempenha um papel importante no processo de envelhecimento e no desenvolvimento de várias doenças relacionadas com a idade” Há um interesse crescente pela inflamação crónica e pelo que está a ela subjacente. A par desta busca fui paulatinamente entrando no mundo da medicina funcional e da compreensão do envelhecimento.Sendo cardiologista, comecei por me dedicar à aterosclerose, porque é que certos doentes com colesterol alto tinham doença coronária e outros doentes (com os mesmos fatores de risco) não apresentavam doença coronária? Qual o papel da inflamação na formação da placa de ateroma? Como minimizar a inflamação? Como alterar estilos de vida com impacto na inflamação?Estas passaram a ser as minhas coordenadas. Importa referir que “inflamação silenciosa” desempenha um papel importante no processo de envelhecimento e no desenvolvimento de várias doenças relacionadas com a idade.Como médicos fomos treinados a olhar para os sintomas, sinais, fazer o diagnóstico e estabelecer um plano terapêutico. Não fomos sensibilizados ao longo das décadas a considerar o que de comum têm as doenças crónicas, importa sim, ou importava sim, controlar os sintomas nas doenças crónicas e evitar as situações potencialmente agudas com estratificações de risco e em última análise evitar que o utente morresse. “o «smart-aging» nome que escolhi há 10 anos, coloca a pessoa como co-autora da sua saúde, numa atitude vigilante, aceitando o envelhecimento, mas redefinindo-o e, mais importante que tudo, atuando sobre ele.” O Preconceito contra o envelhecimento prevalece em muitas sociedades muitas vezes reforçado pelo termo anti aging utilizado nas práticas médicas e estéticas. Em contrapartida, define a sua especialidade como smart aging. De que forma é que esta designação não só desafia os preconceitos e estereótipos associados ao envelhecimento, como também promove uma mudança de foco do combate ao envelhecimento para a sua adoção como uma fase natural, controlável e até enriquecedora da vida? “Smart aging” não é uma especialidade, tal como “anti-aging” não é. As sociedades americanas e europeias usam essa designação, mas nunca me revi nela. Mais do que «anti-aging», por envolver a palavra “anti”, como que se de um combate se tratasse, o «smart-aging» nome que escolhi há 10 anos, coloca a pessoa como co-autora da sua saúde, numa atitude vigilante, aceitando o envelhecimento, mas redefinindo-o e, mais importante que tudo, atuando sobre ele. Parar o envelhecimento é algo contranatura e impossível. Mas há um conjunto de decisões e ações que se podem tomar para que o “envelhecimento seja mais saudável”, ou seja, encurtar o período da cronicidade das doenças, permitindo viver mais tempo com mais saúde, próximo de quem se gosta, usufruir dos talentos e das coisas boas da vida. “O declínio dos níveis de testosterona associadas ao envelhecimento é pouco discutido, muitas vezes até mal interpretado e com muitos mitos associados. Ao contrário da menopausa que é amplamente reconhecida e aceite socialmente a “andropausa” ainda é vista com ilegitimidade” Os mitos em torno do envelhecimento e da sexualidade podem levar a sentimentos de constrangimento ou negação tanto para os homens como para
Narrativas Eclipsadas

Ciclo de conversas Narrativas Eclipsadas. Reescrever o passado para além dos preconceitos 16 de novembro, 2024 16:00 Teatro da Comuna INSCRIÇÕES Entrada Livre.Inscreva-se para assegurar o seu lugar A história, tal como tem sido tradicionalmente contada, é muitas vezes a história dos vencedores – enquadrada pelos que estão no poder e perpetuando narrativas que sustentam a sua autoridade. Mas, por detrás desta memória selectiva, encontram-se histórias eclipsadas, histórias não contadas de culturas e indivíduos inteiros, obscurecidas pelos preconceitos e parcialidades do seu tempo. Esta sessão procura envolver-se criticamente com estes silêncios na nossa compreensão histórica, perguntando como uma análise mais abrangente do passado pode moldar um futuro mais equitativo. Através de uma análise profunda das fontes e narrativas históricas, pretendemos descobrir como as histórias das experiências africanas, islâmicas e das mulheres foram moldadas, distorcidas ou omitidas por preconceitos colonialistas, patriarcais e culturais. Ao recuperar estas narrativas e ao lançar luz sobre perspectivas outrora marginalizadas, procuramos alargar a nossa perspectiva histórica e desafiar pressupostos enraizados. Nesta conversa com curadoria de José da Silva Horta pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ao reconhecermos e abordarmos as omissões e os preconceitos no registo histórico, estaremos a munir-nos de meios para nos libertarmos dos padrões de exclusão que moldaram o passado e continuam a influenciar o presente. OradoresJosé da Silva Horta Professor Catedrático de História, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde ensina História de África e Religiões Africanas. É Director e investigador do Centro de História da Universidade de Lisboa. As suas publicações e envolvimento em projectos têm sido dedicados à história antiga da África Ocidental, em particular da região entre os actuais Senegal e Serra Leoa, e as suas interacções com o Mundo Atlântico, entre os séculos XV e XVIII. Elisa Fauth Doutoranda no PIUD Hist, vinculada ao Centro de História da Universidade de Lisboa, com Bolsa de Doutoramento financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Possui um mestrado em História da América Latina, tendo desenvolvido uma dissertação sobre as relações entre os discursos de género e a construção das feminilidades na imprensa periódica. Tem participado em seminários e congressos e publicado artigos e capítulos de livros em Portugal, no Brasil e noutros países. Os seus principais interesses de investigação incluem a história das mulheres e das relações de género, os direitos femininos e a cidadania. Gonçalo M. Ramos Doutor em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2024), sendo investigador do seu Centro de História desde 2012. A sua investigação centra-se nas relações entre cristãos e muçulmanos na Baixa Idade Média e no Período Moderno inicial. Tem participado em eventos científicos nacionais e internacionais e publicado em colectâneas especializadas. Moderação por Miguel MenesesInterpretação LGP por Inês GonçalvesM>12 anos Acessibilidade durante as sessões Festival ImpactoPolíticas de bilheteira e acolhimento (bilhete acompanhante ou assistente pessoal);Acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.Se tiver um pedido de acessibilidade, uma pergunta ou um feedback para a equipa de acessibilidade, envie um e-mail para gestao@festivalimpacto.org. Serão realizados todos os esforços para satisfazer os pedidos efectuados com antecedência; os pedidos efectuados nos sete dias anteriores ao evento podem não ser garantidos. Morada: Teatro da Comuna, Av. Calouste Gulbenkian, Praça de Espanha, 1070-024 Lisboa Parceiro de Hospitalidade: INSCRIÇÕES
Jorge Vala

Jorge Vala Jorge Vala “Temos dificuldade em reconhecer o preconceito onde ele está efetivamente presente, por isso ele se mantém de forma tão insidiosa. Para além disso, nem sempre o preconceito se expressa através de opiniões diretamente negativas, pode ser expresso por ausência de apreciações positivas ou pela referência a aspetos positivos não socialmente valorizados” Jorge Vala, uma figura de destaque no domínio da psicologia social, traz clareza e experiência para a entrevista de hoje. Doutorado em Psicologia Social pela Universidade de Louvain, foi Professor Catedrático do ISCTE-IUL e Investigador Coordenador no ICS da Univ. de Lisboa, instituição em que é presentemente Investigador Emérito. Foi Professor Convidado em várias Universidades, entre as quais a Univ. de Paris Descartes, a Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, a Univ. Estadual do Rio de Janeiro e a Univ. Federal da Paraíba. Tem sido um membro influente e líder em várias associações profissionais, como a Associação Europeia de Psicologia Social e a Associação Portuguesa de Psicologia, e coordenou importantes projetos de investigação internacionais, como o European Social Survey e o European Values Study. Os seus contributos têm sido reconhecidos com prestigiados prémios, incluindo o Prémio Jean Paul Codol da European Association of Social Psychology A sua investigação abrange a aprendizagem da violência e os conflitos entre grupos sociais incluindo a complexa dinâmica entre identidade, justiça e legitimidade no contexto do racismo, do preconceito e da migração. Nesta entrevista, exploramos a definição de preconceito, a narrativa do colonialismo português, o aumento da discriminação na Europa, o racismo biológico e cultural e o impacto da democracia nestas questões. Também discutiremos os mecanismos psicológicos que reforçam o comportamento discriminatório e as possíveis estratégias para lidar com o descontentamento social e o preconceito em Portugal. Como define o preconceito? É sempre bom nestas definições começar por um dicionário. Por exemplo, no Houaiss encontramos como definição de preconceito, e cito, qualquer opinião ou sentimento, quer favorável, quer desfavorável, sem exame crítico. Mantendo este sentido, no contexto desta entrevista, vou ser mais específico e adoto a definição segundo a qual o preconceito é uma opinião, atitude ou crença negativa, sem fundamentação, relativamente a um grupo ou a um membro de um grupo pelo simples facto de fazer parte desse grupo. Genericamente, esta é a definição adotada em ciências sociais, e especificamente pela psicologia social, para referir um fenómeno que está no centro dos conflitos sociais. “A construção do preconceito está intrinsecamente associada a processos psicológicos básicos como a categorização dos humanos em “nós” e “eles” A construção do preconceito está intrinsecamente associada a processos psicológicos básicos como a categorização dos humanos em “nós” e “eles”. De facto, o preconceito estrutura-se em relações sociais baseadas em categorizações socialmente relevantes como o género, a idade, as orientações sexuais, supostas diferenças raciais ou étnicas, etc. É nestas relações baseadas em pertenças sociais que as várias facetas do preconceito jogam um papel fundamental, desde logo através de uma pré-avaliação negativa do outro e através dos estereótipos negativos que associamos a pessoas que não classificamos como membros dos nossos grupos. Por exemplo, veja-se como no contexto das sociedades atuais os estereótipos sobre as pessoas negras ou sobre imigrantes funcionam como geradores de expectativas e justificações, tal como acontece com pessoas com orientação sexual diferente da maioria, com pessoas classificadas como jovens e idosas, etc. “Temos dificuldade em reconhecer o preconceito onde ele está efetivamente presente, por isso ele se mantém de forma tão insidiosa. Para além disso, nem sempre o preconceito se expressa através de opiniões diretamente negativas, pode ser expresso por ausência de apreciações positivas ou pela referência a aspetos positivos não socialmente valorizados” O preconceito faz parte de um conjunto mais vasto de processos cognitivos que tornam o ambiente social significativo e percebido como controlável. Muito importante, o que aqui se define como preconceito é sentido na vida quotidiana não como uma perceção enviesada ou errada, mas como um reflexo da realidade. Este aspeto é fundamental. Temos dificuldade em reconhecer o preconceito onde ele está efetivamente presente, por isso ele se mantém de forma tão insidiosa. Para além disso, nem sempre o preconceito se expressa através de opiniões diretamente negativas, pode ser expresso por ausência de apreciações positivas ou pela referência a aspetos positivos não socialmente valorizados. Um trabalho excelente de Rui Costa Lopes sobre preconceito, publicado na coleção de ensaios da Fundação FMS, ajudará a aprofundar mais as suas diferentes facetas. De que forma é que a narrativa idealizada do colonialismo português como harmonioso e multicultural ou “Portugal é um país de brandos costumes”, interage ou contribui para as atitudes e comportamentos atuais em relação aos imigrantes e migrantes, e de que forma é que esta perspetiva histórica pode ter impacto nos esforços para enfrentar e reduzir o preconceito? Estas perguntas exigiriam uma abordagem muito mais vasta do que aquela que é possível numa entrevista. São perguntas que tocam o coração da nossa história e da história europeia e envolvem processos sociopsicológicos muito complexos. Todos os países colonizadores desenvolveram formas de valorizar os respetivos processos de colonização. Essas narrativas visam preservar a autoestima coletiva e a identidade nacional e justificar no presente os horrores da colonização, sendo tão grande o empenho na justificação do mal que se esquece o que eventualmente poderá ter sido positivo. “Como nos restantes países, também entre nós a colonização foi objeto de um processo de idealização coletiva que ainda hoje se mantém” Por boas ou más razões, vários têm sido os governos de países colonizadores que recentemente vieram reconhecer os crimes associados à colonização, como é o caso do Reino Unido, da Alemanha, da Holanda ou da França. Neste último caso foi mesmo produzido um importante relatório com enquadramento institucional e proposta de medidas no que toca à colonização e à guerra da Argélia. Embora com expressão social e política débil, há já hoje evidências de vários tipos de novos olhares no que se refere à história da colonização. É importante sublinhá-lo. Como nos restantes países, também entre nós a colonização foi objeto de um
Desenhar o futuro

Ciclo de conversas Desenhar o futuro. A Co-Criação de Humanos e IA no Design 16 de novembro, 2024 18:00 Teatro da Comuna INSCRIÇÕES Entrada Livre.Inscreva-se para assegurar o seu lugar Na conversa “Desenhar o futuro. A Co-Criação de Humanos e IA no Design” exploramos a relação em evolução entre a criatividade humana e a IA, examinando tanto o entusiasmo como os receios que rodeiam esta nova tecnologia. À medida que a IA se torna cada vez mais sofisticada, surgem questões sobre a natureza da criatividade e da imaginação, bem como sobre o potencial da IA para substituir qualidades exclusivamente humanas. Esta conversa procura compreender de que forma a IA pode servir como parceira na concepção, expandindo as capacidades humanas em vez de as ofuscar e o compromisso que esta tecnologia respeite a originalidade e a autoria. Em última análise, imaginamos um futuro em que a IA serve como uma ferramenta de colaboração, assente na ética e na intencionalidade. Em vez de encarar a IA como uma ameaça à criatividade, este diálogo encoraja-nos a vê-la como uma oportunidade para repensar o design, inspirando-nos a considerar novas formas de os humanos e a IA co-criarem em harmonia, respeitando tanto a inovação tecnológica como as dimensões exclusivamente humanas do processo de design. Curador:Rui Lança Designer, professor universitário e mestre em artes tecnológicas. Foi diretor de arte em vários momentos da sua carreira na publicidade. Inicia a sua experiência na computação gráfica em 1990. Desde essa data tanto como consultor como formador sempre relacionou a criatividade e a tecnologia. No presente é professor, coordenador de cursos na área de multimédia e gere projetos nas áreas das indústrias criativas, desde o design e comunicação gráfica até à virtual e aumentada onde se encontra em estudos de doutoramento. Com uma carreira enraizada no design e na narrativa visual, teve o privilégio de testemunhar e contribuir para a revolução digital em Portugal desde os primeiros momentos em que a tecnologia começou a entrelaçar-se com a criação de imagens. Esta viagem no tempo não só alimentou a sua paixão pela evolução tecnológica nas narrativas visuais, mas também o posicionou como um entusiasta dedicado à expansão e ao enriquecimento da comunicação visual. OradoresGonçalo Negrão Diretor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Piaget, em Almada, onde reside. A paixão por livros levou-o a ser livreiro enquanto estudava. Depois começou a carreira na inovação e transformação digital, passando pela Galp Energia e no Setor Público. Depois, em empresas de consultoria realizou projetos nos PALOP, Brasil, Jordânia, Tunísia, Chipre, EUA e Austrália, com foco na transição digital e ecossistemas de start-ups. Especialista em inovação para a OCDE e Comissão Europeia, Gonçalo é licenciado em Gestão, tem uma Pós-Graduação em eBusiness, um MBA em Logística, um Executive MBA em Criatividade e Inovação e uma Pós-Graduação em Compras e Inovação pela Wien Business School. Atualmente, está a finalizar o doutoramento sobre “Solidão e Ressonância Digital” na FLUL, onde reencontrou a “utilidade” da sua paixão pela literatura. Entre o ensino de e paixão pela escrita e poesia, gosta de explorar o papel da Inteligência Artificial na intermediação com o mundo. Victor Magano Motion designer que funde inteligência artificial e cultura visual, criando animações inovadoras explorando novas possibilidades estéticas e interativas. Destaca-se pelo entendimento técnico sobre efeitos visuais, explora novas formas de storytelling digital, sempre na interseção entre arte e tecnologia. A sua paixão pela inovação tecnológica posiciona-o na vanguarda de projetos que unem design, tecnologia e inovação e destaca-se pelo entendimento técnico sobre efeitos visuais. Le_Brimet “Afronauta” futurista, Director Criativo multidisciplinar português, nascido em São Tomé e Príncipe. A sua abordagem criativa abraça o conceito ArtCreTech, uma simbiose entre Arte, Criatividade e Tecnologia. Define-se como um Designer Computacional (Re)Generativo com um pensamento holístico e exploratório. Opera em ambientes ” phygital ” – entre o digital e o analógico. Nos últimos 10 anos conquistou reconhecimento e prémios internacionais. Foi recentemente destacado pela revista FRAME, como ” Ones to watch “. – uma distinção que destaca os criativos digitais mais proeminentes à escala global. Apresenta regularmente o seu trabalho nos maiores eventos e feiras de design do mundo. É fundador e director criativo da [ SPECTROOM ] , um atelier de arquitectura e design que desenvolve projectos em diversas áreas: design de produto, instalaçõesartísticas, arquitectura e pesquisa digital. A [ SPECTROOM ]está focada em implementar novas tecnologias na produção de formas e espaços, explorando combinações estratégicas entre processos (Re)generativos (design computacional), sustentabilidade e tecnologias de fabricação digital (impressão 3D, CNC e robótica). O objetivo é explorar o potencial das ferramentas digitais como catalisadores de processos criativos, transformando píxeis em átomos e protocolos virtuais em objectos tangíveis e ambientes físicos. António de Sousa Dias Compositor, artista multimédia, performer e investigador, é doutorado em Estética, Ciências e Tecnologias das Artes, Professor Associado com agregação na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, exercendo actualmente o cargo de Presidente da Faculdade. Autor de obras explorando diversos géneros (instrumental, eletroacústico, misto), música para cinema e audiovisuais (ficção, documentário, animação), performance, teatro musical e cruzamentos disciplinares. No seu percurso, o multimédia, a instalação e a criação visual também desempenham um papel importante. Moderação por Miguel MenesesInterpretação LGP por Inês GonçalvesM>12 anos Acessibilidade durante as sessões Festival ImpactoPolíticas de bilheteira e acolhimento (bilhete acompanhante ou assistente pessoal);Acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.Se tiver um pedido de acessibilidade, uma pergunta ou um feedback para a equipa de acessibilidade, envie um e-mail para gestao@festivalimpacto.org. Serão realizados todos os esforços para satisfazer os pedidos efectuados com antecedência; os pedidos efectuados nos sete dias anteriores ao evento podem não ser garantidos. Morada: Teatro da Comuna, Av. Calouste Gulbenkian, Praça de Espanha, 1070-024 Lisboa Parceiro de Hospitalidade: INSCRIÇÕES
Luz e sombra

Performance impacto Luz e sombra. Quatro histórias sobre saúde mental 14 de novembro, 2024 21:00 Fábrica Braço de Prata INSCRIÇÕES Entrada Livre.Inscreva-se para assegurar o seu lugar Dois actores. Um palco. Monólogos inspirados/encarnados em histórias reais sobre saúde mental. Nesta sessão, entramos no complexo tema do estigma da saúde mental através de uma série de monólogos evocativos e íntimos, em que dois actores dão vida a histórias reais de pessoas que enfrentam os desafios diários das perturbações mentais. Através desta poderosa abordagem teatral, o nosso objetivo é confrontar e desmantelar as percepções sociais que contribuem para o isolamento de tantos indivíduos. Cada monólogo revela realidades ocultas, oferecendo uma janela para experiências que são frequentemente invisíveis aos olhos do público. Ao partilhar estas viagens pessoais, esta sessão procura fomentar a empatia e a compreensão, convidando o público a reexaminar noções preconcebidas e a abraçar a força e a vulnerabilidade destas vidas frequentemente incompreendidas. Curadoria por Miguel Meneses: “O culto da beleza, da felicidade, da normalidade, da ordem afasta-nos cada vez mais da realidade no seu todo. A tentativa de suprimir/evitar/esconder a perturbação, a desordem, (natural e responsável pela origem da vida e do homem), resulta numa edição incompleta/ falsa da realidade. Gerando uma atrofia social. Que, não só nos afasta dessa (parte da) realidade, como enfraquece a nossa capacidade de resiliência e de lidar com tudo aquilo que não conseguimos controlar. Afastando-nos uns dos outros. Acima de tudo, incapacitando-nos de nos vermos uns aos outros. De nos aceitarmos. Como realmente somos. E essa será a grande distorção da vida e da realidade. Onde há luz há sombra.Este encontro procura abrir luz sobre essa sombra social. Esse lado do homem e da vida que continua a ser estigmatizado por grande parte da sociedade Ou por desconhecimento ou, simplesmente, por preferir olhar para o lado. Pretende-se que a partilha de histórias e experiências, em palco, nos mostrem que há muito mais para ver. Que nos ajudem a perceber como é viver com essa realidade e como ela faz, quer queiramos quer não, parte da vida. O bom, o mau, o verdadeiro. Mente a mente. Frente a frente.” Miguel Meneses Está há quase 30 anos ligado a projectos editorias com foco principal no texto e imagem. Colabora, também, de tempo a tempo, em modo b-side, como actor ou escritor em projectos ligados à ficção para cinema e televisão. Apresentador e moderador do Ciclo de Conversas do Festival Impacto. Actores: Ana Vieira Atriz, cantora, dobradora, voz-off e produtora com uma paixão por contar histórias através da arte da voz. Com vasta experiência em palco, estúdio e na produção de projetos audiovisuais, trago versatilidade e dedicação a cada trabalho, sempre em busca de novas formas de expressão. Miguel Pires Aos 10 anos, já fazia imitações “brilhantes” (dito por uma pessoa da qual não se lembra) e sempre foi muito activo nos teatros da escola. A representação e comédia tiveram que esperar um pouco porque decidiu tirar Direito. Afinal, Comunicação Social. Com mestrado em Gestão. Foi para uma empresa multinacional na Polónia, onde trabalhou como Category Manager durante 5 anos e negociou centenas de produtos na China e Hong Kong. Foi em Varsóvia que teve a primeira experiência de stand-up em palco (em inglês, apesar de também falar polaco fluentemente). Isso levou-o a despedir-se e ir para Londres estudar e actuar como stand-up comedian. Desde então, deu asas ao seu lado artístico. Abriu um supper-club em Londres chamado Wild Duck (aqueles restaurantes na própria casa), actuou como stand-up comedian um pouco por todo o país e tem ainda um projecto em que compra quadros antigos na Feira da Ladra e os transforma (por enquanto, ele não revela mais que isto). É 1/3 do elenco d’Os Profissionais e faz parte da companhia de teatro ACTUS.(P.S. – esta mini-bio tem um uso de parêntesis muito acima da média da OCDE) Acessibilidade durante as sessões Festival ImpactoAcessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.Se tiver um pedido de acessibilidade, uma pergunta ou um feedback para a equipa de acessibilidade, envie um e-mail para gestao@festivalimpacto.org. Serão realizados todos os esforços para satisfazer os pedidos efectuados com antecedência; Morada: Fábrica Braço de Prata – Rua Fábrica do Material de Guerra 1, Marvila / Lisboa Acessos:Estação dos Comboios: Braço de PrataAutocarros: 728 e 714Estacionamento gratuito Parceiro de Hospitalidade: INSCRIÇÕES
Desvendar Impactos Invisíveis

Ciclo de conversas Desvendar impactos invisíveis 9 de novembro, 2024 18:00 Teatro da Comuna INSCRIÇÕES Entrada Livre.Inscreva-se para assegurar o seu lugar Quais são os impactos invisíveis das condições de saúde mental na vida das pessoas e como é que essas dificuldades se manifestam nas experiências quotidianas? Esta conversa, com curadoria de Cláudia Sampaio pelo Manicómio, confronta o estigma e a discriminação, muitas vezes negligenciados, com que se deparam os indivíduos que vivem com doenças mentais. A doença mental, embora frequentemente invisível, tem impactos profundos que nunca devem ser motivo de preconceito ou indiferença. Através de histórias pessoais e experiências partilhadas, procuramos desafiar os mal-entendidos generalizados que isolam as pessoas afectadas. Esta conversa não só lança luz sobre os fardos ocultos do estigma da saúde mental, mas também destaca práticas eficazes e esforços comunitários para promover a empatia, o respeito e o apoio.Em última análise, esta conversa convida-nos a reflectir sobre a nossa perceção colectiva da saúde mental e a nossa responsabilidade enquanto sociedade para garantir que a saúde mental é priorizada juntamente com a saúde física nas discussões sobre inclusão e dignidade humana. Curadoria por Cláudia Sampaio pelo ManicómioManicómio Espaço de Criação artística dedicado à capacitação e reinserção psicossocial e profissional de pessoas com experiência de doença mental. É o primeiro espaço de criação e inovação de Arte Bruta em Portugal,em cowork regular juntando artistas-doentes a outros criativos. Trabalhamos arte e a empregabilidade, ampliando-a a setores mais comerciais. Outros objetivos são redução do estigma, mudança de cultura saúde mental em empresas e no sistema público. Oradores:Fernando Mendes Designer desde 1990, cruzou sempre esta actividade com projectos de índole social, como a Revista CAIS, a Missão Paz em Timor, o Banco Alimentar, entre outras “missões” saídas do laboratório criativo da Forum Estudante. Coordenou a primeira revista dedicada à Internet em Portugal, a Cybernet e foi director de Design do Terràvista, portal de páginas web em língua portuguesa. Co-fundou um partido político, o Movimento Esperança Portugal. Em 2010, abriu o primeiro espaço de coworking do país, o Coworklisboa. No mesmo período, regressou à Academia, onde hoje leciona diversas unidades curriculares na área do design, da fotografia, da criatividade e da inovação. No NOW Beato – outro espaço de coworking – recebeu o Manicómio e os seus artistas. É aquariano, com ascendente em Lou Reed. Adora aves e odeia o barulho de copos, pratos e talheres a baterem uns nos outros. Nasceu em França, mas isso pouco interessa. Joana Ramalho É uma artista portuguesa nascida em 1990. Estudou Artes Plásticas na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias em lisboa e especializou-se em Pintura com a Pós-Graduação na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Ao longo do seu trajeto artístico tem abordado temas como a caligrafia, a poesia e o amor. Participou em diversas exposições coletivas nacionais e internacionais desde 2015 até ao momento. Joana é uma artista representada pelo Manicómio desde 2019, o primeiro espaço de criação e galeria de Arte Bruta em Portugal com artistas residentes que têm ou tiveram algum tipo de experiência com doença mental. Desde 2023 tem vindo a desenvolver o seu trabalho como Moderadora de Artes no Hospital Júlio de Matos onde promove a expressão pessoal e artística de cada um. João Costa Ribeiro Médico psiquiatra, doutorado em ciências cognitivas e pós-graduado em expressões criativas terapêuticas. Co-fundador da Liminal Minds, a primeira clínica de terapia assistida por psicadélicos e ketamina em Portugal. Anteriormente, liderou a implementação desta terapia no Hospital Beatriz Ângelo e trabalhou com terapia de grupo e recuperação psiquiátrica. Co-criou o projeto Consultas Sem Paredes no Manicómio e procura novos imaginários para a saúde mental. Investigador associado do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, onde olha para a possibilidade metafísica de que a experiência psicadélica revela realidades imperceptíveis. Moderação por Miguel MenesesInterpretação LGP por Inês Gonçalves Acessibilidade durante as sessões Festival ImpactoPolíticas de bilheteira e acolhimento (bilhete acompanhante ou assistente pessoal);Acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.Se tiver um pedido de acessibilidade, uma pergunta ou um feedback para a equipa de acessibilidade, envie um e-mail para gestao@festivalimpacto.org. Serão realizados todos os esforços para satisfazer os pedidos efectuados com antecedência; os pedidos efectuados nos sete dias anteriores ao evento podem não ser garantidos. Morada: Teatro da Comuna, Av. Calouste Gulbenkian, Praça de Espanha, 1070-024 Lisboa Parceiro de Hospitalidade: INSCRIÇÕES